top of page

CINCO CARACTERISTICAS DE UMA IGREJA MODELO

Foto do escritor: Josue Nunes
Josue Nunes
2 de set. de 2021
13 min de leitura

Atualizado: 6 de out. de 2021


TEXTO: Atos 2.42-47


42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. 46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.



INTRODUÇÃO:

Qual é a concepção que temos de igreja na contemporaneidade em meio a tantas bandeiras denominacionais e tantas influências filosóficas, pragmáticas, e capitalistas? Como podemos identificar a verdadeira igreja de Cristo e, suas principais características bíblicas desde a igreja primitiva?


Charles Spurgeon, em uma de suas pregações sobre a igreja cristã, uma dentre muitas verdades que ele disse, é que “a Igreja não é um mero montão, mas é para ser um palácio construído para Deus, um templo onde Ele se manifesta”. Certamente Spurgeon percebia o perigo iminente, que a igreja sofria em seu tempo, de perder a sua essência. Por isso ele ainda vai dizer: “Eu desejo, sinceramente, ver a parede de separação entre a Igreja e o mundo tornar-se mais ampla e forte”.


Foi dentro deste mesmo pensamento que John MacArthur , ao escrever sobre a igreja amiga do mundo em seu livro, “Com vergonha do Evangelho”, disse: “É evidente que muitos que se dizem evangélicos atualmente agem norteados por outros objetivos, e não por uma visão bíblica de mundo”. Este perigo tão evidente no tempo de Spurgeon e tão real em MacArthur é ainda uma grande preocupação dos verdadeiros ministros, pois na contemporaneidade é muito mais comum vermos a igreja cada vez mais parecida com o mundo, em muitos aspectos, do que vermos a igreja em sua verdadeira essência como modelo ideal, não de uma igreja perfeita, mas uma igreja cheia do Espirito Santo e cada vez mais parecida com Cristo.



CONTEXTO:

Este capítulo começa tratando especificamente do derramamento do Espirito Santo em sua plenitude. Todos ficam perplexos com este acontecimento e ao mesmo tempo em duvida do que seria aquele evento (versos 1-13). Em seguida, Pedro é tomado de forma sobrenatural e, cheio do Espirito Santo começa a pregar (versos 14-36). Logo nos próximos versos (37-41), Quase três mil almas se convertem pela pregação de Pedro e recebem o Espirito Santo.


No próximo capítulo (3) vemos o mover contínuo do Espirito Santo na vida da igreja e na vida dos apóstolos e na cura daquele coxo à porta da igreja. Todavia, a intensão do coxo à porta da igreja era receber esmola. Desta forma, a pergunta que fica latente é: qual é a visão, em relação às intenções de interesses, as pessoas têm da igreja? Como a igreja está sendo vista na sociedade contemporaneidade?


A partir do nosso texto (versos 42-27), estamos vendo uma igreja cheia do Espirito Santo dando os seus primeiros passos na fé e nos mostrando, não uma igreja perfeita, mas uma igreja modelo, que representa a verdadeira igreja de Cristo. Esta igreja desenvolve algumas características, entre muitas, que são princípios de uma igreja cristã movida pelo Espirito Santo. A partir daqui apresentaremos, no desenvolvimento deste sermão, as cinco características de uma igreja modelo, conforme esta igreja em Atos.



1. PERSEVERANÇA – VS. 42, 46

Podemos ver logo no inicio desta perícope, verso 42, a perseverança como uma característica primordial da igreja primitiva. De fato a perseverança tem sido uma marca proeminente da igreja e dos salvos. Todos aqueles que foram eleitos por Deus irão perseverar, conforme a doutrina da perseverança dos santos. O texto acima nos diz:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. (v42).


No verso 46 percebe-se novamente no texto a perseverança dos crentes e, de forma unanime. Ou seja, todos estavam perseverantes na mesma fé e, no mesmo proposito, conforme Lucas assevera:


“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração”. (v 46).


Esta perseverança na doutrina dos apóstolos e na comunhão; no partir do pão e nas orações pode nos ensinar pelo menos quatro aspectos que precisamos desenvolver como igreja modelo, no tocante a perseverança: a) a doutrina dos apóstolos, tipificando o ensino da palavra de Deus; b) a comunhão dos santos, que também aponta para a comunhão com Cristo na Ceia do Senhor; c) o partilhar do pão, podendo tipificar a nossa responsabilidade social, conforme vemos essa responsabilidade expressa nos versos 45 e 46, além de apontar para o compartilhamento de Cristo, o pão da vida; d) a oração, certamente pode ser relacionada com a nossa perseverança na fé. Sobre este ultimo aspecto, Tiago escreve:


“sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”. (Tiago 1:3,4).


A perseverança, no entanto, se dá em dois fatores primordiais no desenvolvimento da fé, a saber, a nossa confiança plena na palavra de Deus, nossa regra de fé, portanto, nossa doutrina; e o nosso descanso em suas promessas, que nos leva ter a tranquilidade devida para a perseverança. Ademais, é por meio da oração que perseveramos, de forma que a mesma me faz prosperar em todos os demais quesitos que compõe a perfeição e a integridade da comunidade cristã. Portanto, a perseverança faz parte da fé cristã, sendo assim, uma característica da igreja modelo.



2. TEMOR – VS. 43

O verso 43 ressalta que em cada um deles havia temor, como podemos observar:


“Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”. (v 43).


A Bíblia também nos diz que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; e o conhecimento do Santo é o entendimento” (Provérbios 9:10). Todavia, não se pode confundir temor a Deus com medo de Deus. O temor a Deus é um sentimento de profundo respeito e obediência. O medo de Deus só deve ter aqueles que são inimigos de Deus, como podemos observar em toda historia do povo de Israel, onde as nações inimigas tremiam por causa do poder de Deus.


O temor a Deus é algo extremamente característico da igreja primitiva em Atos. A despeito da expansão da igreja e do seu crescimento rápido, não era qualquer uma pessoa que adentrava a igreja, pois havia um temor muito grande nos corações delas. Isto porque havia o perigo iminente do crente sem temor, pagar um alto preço por sua rebeldia, como aconteceu com Ananias e Safira (Atos 5.5,10 -11). Portanto, aquelas pessoas, ao tornarem-se cristãs, faziam isso de verdade. Este temor fazia a igreja caminhar com pureza no coração e testemunhar muitos milagres e maravilhas, conforme a parte b do verso 43 nos mostra.


Desta forma podemos aprender que o temor é uma premissa para uma igreja modelo. A verdadeira igreja certamente desenvolve um espirito de temor, que não é medo, mas um profundo respeito por Deus, em obediência a sua palavra, e confiança plena nos seus caminhos. Fica, portanto aclarado neste texto a relevância do temor a Deus e, como este temor é característico de uma igreja modelo.



3. SERVIÇO – VS 45


Uma das características principais de uma igreja modelo, que podemos observar neste texto, é que as pessoas não tem apego material. Essas pessoas estavam dispostas a doar os seus bens materiais em beneficio dos mais pobres e necessitados e, esta disposição é uma marca do cristão e uma característica da igreja modelo no desenvolvimento do serviço na práxis da caridade. Desta forma o texto nos diz assim:


“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. (v 45).


Destarte, é notório que o serviço a Deus neste texto tem uma ênfase especial sobre a nossa responsabilidade social na práxis da caridade. John Stott, no seu livro, “O discípulo radical”, ele diz que “quando os cristãos se importam uns com os outros, e com os pobres, Jesus Cristo se torna mais visivelmente atraente”. Ele ainda assevera em seu livro, “A igreja autêntica”, que “não somos só um povo cristão, somos também povo da igreja. Não estamos só comprometidos com Cristo, estamos também comprometidos com o corpo de Cristo”. John Stott ainda afirma no seu livro “Os Cristãos e Os Desafios Contemporâneos”, que “a verdadeira fé resulta em amor e o verdadeiro amor produz serviço”. Desta forma, é preciso considerar a relevância da instituição do diaconato no serviço da igreja, em virtude do trabalho beneficente e a práxis da caridade, cumprindo assim o segundo grande mandamento, a segunda tábua da lei (amor ao próximo).


De acordo com Calvino, a igreja deve exercer, neste sentido, um tríplice ministério (didático, político, social). Isso ela faz através da instituição do diaconato. Destarte, ele escreve, no seu quarto livro, a função do diácono e sua importância para a igreja, bem como a responsabilidade que os mesmos tinham na administração dos bens da igreja e no socorro aos pobres e necessitados, tarefa exclusivamente dos diáconos da igreja primitiva. Calvino cria que o cristão é um mordomo das dádivas de Deus e que a boa mordomia leva o crente a ter um espírito generoso e aberto para com os menos afortunados. Portanto, não podemos, como igreja cristã, negar a importância do serviço na caridade para com os necessitados. Este serviço é indubitavelmente uma marca da verdadeira igreja e da verdadeira religião, e a igreja contemporânea precisa assumir essa identidade.



4. LOUVOR – V. 47


Você já imaginou uma igreja sem louvor? O louvor é essencial para a igreja de Cristo; uma característica da igreja modelo em todos os momentos da vida - sejam eles de alegria ou de tribulações, de dores ou refrigério, de guerra ou de paz. O verdadeiro louvor é uma marca da verdadeira igreja. Esta continua crescendo de gloria em gloria, conforme podemos ver na parte final do verso 47.


O nosso cântico, portanto, não é só a cantoria de um grupo, de um povo, de uma nação, mas a mais singela expressão de louvor; é um profundo sentimento de amor, uma atitude de fé, uma demonstração de gratidão e reconhecimento daquele que é digno do nosso louvor. Mas, sobretudo, é a forma mais plena da nossa adoração. Quando a nossa alma está em comunhão plena com o Espirito Santo, somos impulsionados a louvá-lo de todo o coração; Quando sentimos o gozo do Espirito Santo dentro da alma, é impossível calar os lábios. Deve ser por esta razão, na visão do Apostolo Joao, que os anjos, os arcanjos, os querubins e os serafins, bem como os vinte quatro anciãos, não param de dizer “Santo, Santo, Santo” declarando com os lábios em adoração, na presença de Deus, a sua santidade (Apocalipse 4).


Quando a igreja tem um louvor sincero, a presença do Espirito Santo é notória, porque Deus habita entre os louvores recebendo a adoração da igreja, e esta atrai a simpatia de todos, conforme o verso 47, pois não é apenas uma cantoria cheia de técnicas e sabedoria humana, mas um perfeito louvor cheio de inspiração divina que toca a alma dos adoradores, e o coração do adorado. Todavia, quando o louvor não é sincero, deixou de ser louvor e passou ser apenas uma cantoria. Isto acontece geralmente quando a igreja perde sua característica e identidade de adoradora, em busca da sua própria gloria; em busca da benção no lugar do abençoador; em busca daquilo que Deus tem, no lugar daquilo que Ele é. Por causa disso a igreja contemporânea tem se parecido cada vez mais com o mundo e cada vez menos com Cristo. O verdadeiro louvor a Deus está na sinceridade da nossa fé, na singileza do nosso louvor, tendo como objetivo principal a adoração ao Senhor.


John MacArthur, ainda no seu livro “Com vergonha do Evangelho” escreve sobre a igreja amiga do mundo e mostra como a igreja tem se desviado das suas características bíblicas, abarcando uma nova identidade que a torne mais atraente para o mundo. Desta forma, as mensagens se tornaram gentis e filosóficas; os cultos são atrativos e pragmáticos; o altar se transformou em um palco para artistas gospel, diante de uma plateia efervescente por shows e as atrações musicais das estrelas gospel. Por isso ele diz: “É evidente que muitos que se dizem evangélicos atualmente agem norteados por outros objetivos, e não por uma visão bíblica de mundo”. Portanto, precisamos voltar a cantar um novo cântico, um verdadeiro louvor, e adorar a Deus como verdadeira igreja, sendo um modelo para as demais igrejas, crescendo na graça e no conhecimento. O louvor é uma característica da verdadeira igreja e não pode ser confundido com cantoria e/ou show gospel.



5. UNIDADE – VS. 42, 44, 45, 46


A relevância da unidade está exposta na bíblia desde o principio, na revelação do próprio Deus, quando este se revela em três pessoas. Em Gênesis 1:26 Deus mostra esta unidade na trindade santa quando diz: “Façamos o homem”. Depois de feito o homem Deus diz que “não é bom que a humanidade esteja só” (Gênesis 2. 18), mostrando assim a relevância de dois serem um, e/ou de estarem juntos, ou seja, a nossa interdependência é o ponto aqui, pois fomos criados para estarmos unidos, não obstante nossas diferenças, ligados um ao outro.


Jesus disse assim: “Eu e o Pai somos um” (João 10: 30). Não obstante as suas distinçoes, eles são um. Em relação a igreja, Jesus disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18. 20). A compreensão da importância da unidade da igreja e a concepção de que fomos feitos seres humanos interdependentes, sobretudo na igreja de Cristo, nos ajudam a entender melhor a essência da fé cristã para sermos uma igreja referência em nossa comunidade.


A unidade está presente em vários lugares no texto de forma proeminente, mostrando-nos ser esta uma característica fundamental da igreja. O verso 42, primeiramente, lembra-nos que a essência da vida cristã é a comunidade, o estar junto com os outros; e também é a essência do Reino: "estar junto a Deus", face a face com ele em comunidade. No verso 44 Podemos ver essa proeminência quando o texto diz que "todos os que criam estavam unidos". Isto nos mostra que a fé só é verdadeira diante da práxis da unidade.


O Catecismo de Heidelberg, pergunta 55, sobre a comunhão dos santos nos traz as seguintes respostas: “Primeiro, creio que todos os crentes, juntos e cada um em particular, como membros de Cristo, têm comunhão com Ele e participam de todos os Seus tesouros e dons. Segundo, creio que cada um tem o dever de usar seus dons com disposição e alegria para o benefício e o bem-estar dos outros membros”. Eis a razão, no tocante a segunda resposta da pergunta, pela qual partilhamos os nossos bens com os menos favorecidos, a saber, o bem-estar de todos na comunidade. Se dissermos que temos o amor de Cristo em nossos corações, mas não nos preocupamos com o bem-estar do outro, estamos negando a nossa fé. Na resposta da primeira pergunta, está claro que a nossa verdadeira comunhão com o irmão acontece em virtude da nossa verdadeira comunhão com Cristo. É esta unidade que nos caracteriza como igreja de Cristo, e nos faz viver o amor sacrificial de Cristo que contempla o outro antes de contemplar a si mesmo.


No verso 45 (assim como no verso 42), aquelas pessoas partilhavam o pão. Isto tem um significado muito importante para os verdadeiros cristãos: o partilhar é um principio fundamental do cristianismo, inclusive aponta geralmente para a comunhão com Cristo na Ceia do Senhor, como podemos ver no verso 46. Isto se dá, em primeiro lugar, pelo fato do artigo definido (o pão):


“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração”. (v 45).


Calvino Quando foi convidado pelo arcebispo Cranmer para uma reunião para tratar a respeito das divergências da Ceia do Senhor, com o objetivo de fazer um credo que fosse consensual para as igrejas reformadas, em sua resposta, a certa altura, Calvino disse: “Estando os membros da igreja divididos, o corpo sangra. Isso me preocupa tanto que, se pudesse fazer algo, eu não me recusaria a cruzar até dez mares, se necessário fosse por essa causa”. Calvino sabia muito bem a importância da unidade na comunhão dos santos, sobretudo na comunhão com Cristo.


Segundo John Sttot, a palavra Koinonia (de koinos, "comum"), usada aqui neste texto por Lucas, “testemunha a vida comunitária da igreja em dois sentidos. Primeiro, o termo expressa o que compartilhamos. A saber, o próprio Deus, pois "a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo", e há "a comunhão do Espírito Santo". Assim, koinonia é uma experiência trinitária; é a parte que temos em comum com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Mas, em segundo lugar, koinonia também expressa o que partilhamos uns com os outros, tanto o que damos como o que recebemos”.


Para aqueles cristãos a espiritualidade era inseparável da responsabilidade social. Eles tinham um intenso sentimento de responsabilidade um pelo outro. O amor cristão manifestou-se num programa social de assistência material aos pobres. Este amor revelado em Cristo e, consequentemente na unidade dos santos mostra-nos que o verdadeiro amor de Deus no coração da igreja faz com que esta valorize muito mais o “ser” do que o “ter”. Ou seja, o outro é muito mais importante do que qualquer outra coisa que tenhamos em comunidade. Por esta razão é que no verso 46 fica registrado a alegria e o regozijo de um povo vivendo na práxis da unidade de fé, amor, e comunhão. Deus seja louvado!



CONCLUSÃO:


Vimos no desenvolvimento desta mensagem que a concepção muitas vezes equivocada sobre a igreja, por ocasião das influências filosóficas, pragmáticas, e capitalistas, se dá principalmente pela perda de sua essência ao longo da sua caminhada até aos dias atuais, segundo o dialogo com os autores que descrevemos ao longo desta mensagem. Entretanto, vimos dentro deste texto uma igreja modelo que desenvolveu algumas características fundamentais para a vida da mesma. Desta forma, pudemos identificar no texto cinco características que uma igreja verdadeira deve desenvolver, a saber: a perseverança; o temor; o serviço; o louvor; e a unidade.


Portanto, a igreja modelo reflete a imagem de Cristo, o cabeça da igreja; e assim devemos lembrar que Cristo perseverou fielmente até a morte e morte de Cruz (Filipenses 2.8); a sua obediência nos ensinou a obedecer também como verdadeiros imitadores de Cristo, não por medo, mas por temor a Deus, pois foi o seu amor que lançou fora todo o medo (1 João 4:18); Cristo tomou a forma de um servo e veio para nos servir através do seu amor sacrificial morrendo em nosso lugar (Filipenses 2.7), portanto temos nele a importância do serviço e devemos servir uns aos outros; Cristo adorou o Pai com a sua própria vida em sacrifício vivo santo e agradável a Deus, portanto o cântico da igreja em louvor deve ser o reflexo de uma vida de adoração, e não apenas uma simples cantoria (Filipenses 2.5); Desta forma. assim, como o Pai, o Filho e, o Espirito Santo são um, a igreja de Cristo deve estar unida, a pesar das suas diferenças individuais de cada membro, em unidade de fé, amor e, comunhão (Mateus 18.20). Amem!


POR JOSUÉ NUNES


BBLIOGRAFIA:


BÍBLIA, A. R. C. Traduzida por João Ferreira de Almeida, versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil. Todos os direitos reservados.


CALVINO, João. As institutas. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.


DE GENEBRA, Bíblia de Estudo. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.


MACARTHUR JR, John F. Com vergonha do Evangelho. Quando a igreja se torna como o mundo, 1997.


MATTOS, Alderi. O Catecismo de Heidelberg: Sua História e Influência.


STOTT, John RW. A mensagem de Atos: até os confins da terra. São Paulo: ABU, p. 161-184, 1994.


STOTT, John. A Igreja autêntica. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2013.


STOTT, John. El discípulo radical. Certeza Unida, 2012.


STOTT, John. Os cristãos e os desafios contemporâneos. Minas Gerais: Editora Ultimato, 2014.




Comentários


Post: Blog2_Post

Formulário de inscrição

Obrigado pelo envio!

988065416

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

©2021 por palavrarenovar.com. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page